O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou
que o projeto de lei que enviou nesta quarta ao Congresso
para coibir os castigos corporais aos menores, incluindo
a palmada, não pretende impedir que os pais eduquem
seus filhos.
"Os
críticos vão dizer que estamos tentando
impedir que os pais eduquem seus filhos. Ninguém
quer proibir que uma mãe seja mãe nem
que um pai seja pai. O que queremos é mostrar
que é possível fazer as coisas de uma
forma diferente", disse Lula.
"Todo
mundo sabe que na época da palmatória
não se educava melhor que na época do
diálogo", acrescentou Lula durante o decreto
do projeto de lei.
O
líder acrescentou que, se os castigos resolvessem
os problemas de educação, "não
haveria tanto corrupto e tanto bandido no país".
O
texto é uma emenda ao Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA). Segundo o projeto, os infratores
serão advertidos pelas autoridades e obrigados
a se apresentar em instituições de proteção
da família para receber orientações
ou tratamento psicológico.
Apesar
de o ECA já prever sanções para
os responsáveis pelos maus-tratos de menores,
a emenda define especificamente o castigo corporal como
uma ação de força física
com fins "disciplinares e punitivos" que pode
resultar em "dor ou lesão na criança
e no adolescente".
Nos
casos mais graves, nos quais o castigo provoca lesão
corporal, o Código Penal prevê penas de
entre um e quatro anos de prisão para quem "abusa
dos meios e disciplina".
Lula
disse em seu discurso que se sente uma pessoa abençoada,
porque sua mãe nunca lhe levantou a mão,
nem a nenhum de seus irmãos, e porque ele também
nunca precisou agredir seus filhos.
O
governante defendeu um maior diálogo entre pais
e filhos em assuntos como o sexo e as drogas, por exemplo,
e criticou aqueles que não têm tempo para
conversar com seus filhos, mas sim para beber cerveja.
| Postado
em | 14/07/2010 | TRANSCRITO* | MSN NOTÍCIAS |
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